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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

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Indie rock no The Voice


Quem me conhece sabe que sempre acompanho The Voice, The X Factor UK/US e por aí vai. Ultimamente tenho visto mais o The Voice ~pra não perder o costume~ e tem muito talento bom por lá. Pra mim, os destaques são sempre os artistas indie. Claro que não é só porque o cara toca um som que eu curto que vou gostar, tem todo o estilo que envolve uma boa apresentação e blablabla.

Enfim, pra mim um puta destaque dessa temporada é o Taylor Phelan. O menino é super bom, tem um timbre lindo e uma baita presença de palco ~além do bom gosto musical, claro~. Não consegui achar um vídeo decente da apresentação live, então fiquem com a gravação de estúdio, que também é awesome. PS: cantar Neighborhood numa audição não é pra qualquer um <3


Um outro carinha que me simpatizo muito é o Matt McAndrew. Ele é o all package. Nesse vídeo ele canta com outro que também curto muito, o Ethan Butler. Mas o destaque ~pra mim~ é pro Matt <3


Existem muitos timbres que eu curto, e o da Jessie Pitts é um deles. Uma vibe super slow motion, ela tem um dos estilos que eu mais curto.


Se a Birdy já é fantástica por si só, uma pessoa pra cantar a música dela tem que ser no mínimo tão foda quanto. Jordy Searcy conseguiu com louvor.


Esse tem uma coisa que eu curto muito, eu ainda não descobri o que é, talvez seja a extensão da voz dele ou o bom gosto musical. De qualquer forma, ele é demais.


Acho foda quando as pessoas começam desde cedo a seguir seus sonhos, traçar um caminho e tals. Adorei essa versão do Justin Johnes. Ficou fofa, meiga e etc e tal.


Acho muito foda "voz rouca". Sério! O cara consegue cantar basicamente qualquer música de rock e o melhor: com estilo. Luke Wade faz isso muiiiiito bem.


xoxo,
tatah :}


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

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Rock indie brasileiro


O Brasil comparado com Inglaterra, Estados Unidos e afins, está super atrás no quesito indie rock de qualidade ~dentre outras coisas, mas né~ até porque essa vertente do rock se consolidou primeiramente com os britânicos e claro consequentemente com os americanos. Mas independente disso, o Brasil vem sim tomando uma fatia com bandas alternativas e sons diferenciados. Citando o Bonde do Rolê, vale lembrar que esse povo bem no início não fazia muito sucesso, mas não demorou muito pra que explodisse, até porque hoje ~grazadeux~ estamos muito mais evoluídos para novas aceitações musicais o/

Em primeiro, descobri a uns tempos atrás uma banda que me apaixonei pelo ep inteirinho. Estou falando de Tereza. Pra quem ainda não conhece, é uma banda carioca que faz uns sons a lá Legião com Bonde do Rolê e outras coisas mutcho doidas. O vocalista é um fofo e canta pra cacetemente bem. Vale ouvir todos os sons do ep dos carinhas, mas hoje escolhi a mais polêmica de todas, cês vão entender porque.


Outra descoberta recente foi da banda Tópaz. Os sons são bem tranquilos, mas tem uma good vibe. O que eu mais curto nesses caras é que eles conseguem fazer tudo bem eclético e não se prendem num estilo só.


Tem músicas que quando a gente ouve a primeira vez, bate aquela paixãozinha. Com Supercombo foi assim comigo. Achei muito muito muito legal os sons deles. É o tipo de música que a gente consegue imaginar sendo cantada por um cara britânica, saca? hahahaha E isso de certa forma, contribui bastante :3 #queletraéessapqp #meidentifiquei


Com um estilo mpb misturado com indie, Marcelo Jeneci canta com o coração. Gosto bastante das letras e das histórias contadas em cada música.


Quem lembra da Banda mais bonita da cidade? Eles fizeram um sucesso instantâneo com a música oração. Tinha esquecido deles, até que fui pesquisar e encontrei essa música linda <3


Um rock mpb bem melódico, Cícero é um cara sensível e consegue transmitir bem isso nas suas músicas. O timbre suave dele focado na expressão de cada palavra, é lindo demais.


Ta aí uma banda brasileira que conseguiu reproduzir bem o indie rock britânico. Uma coisa meio eletrônico, meio rock e whatever. É bem isso que o indie representa pra mim <3


A clássica, brega e suja, banda Uó. É realmente Uó, mas a gente gosta, vai. hahahaha


Sabonetes é uma banda bem "abrasileirada", mas com certeza tem potencial no nosso querido cenário indie.


Genial e de muito bom gosto, só consigo definir assim esse som da banda Gentileza. Que por sinal, é pura gentileza <3


Cabana Café: uma banda que devemos ficar de olho #sóacho :3


Com um estilo bem próprio deles, a Vanguart tem essa vibe mais pop, mas com certeza já conquistou meu coração.


Sabe quando você escuta muito uma banda quando era adolescente e esta mesma banda resolve "voltar" com músicas incríveis e bem do seu gosto? Então, Gram é tudo isso e um pouco mais.


E claro, pra finalizar: Bonde do Rolê <3 <3 <3 <3 <3 <3 #precisofalarnadané


xoxo,
tatah :}



terça-feira, 14 de outubro de 2014

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Folk for life


Se tem uma coisa que aprendi a curtir, foi folk. Durante um tempo eu ouvia Mumford & Sons e não conseguia sentir a vibe. Mas isso não demorou muito até que os caras me conquistassem e virassem preferência por aqui.

Para minha seleção de folk, trarei alguns bem conhecidos e outros nem tanto. Começando ~é claro~ com Mumford, fiquei absolutamente envolvida pela energia dos caras quando um colega começou a me mostrar os sons. Para postar aqui, fico com a mais linda de todas, I will wait ~for you~.


Mais recente, os caras da Lumineers estouraram numa hora boa. Quando o folk já caiu no gosto da galera e principalmente do cenário alternativo e o pessoal começou a ser mais receptivo ao "novo country". Curto muito as músicas e com certeza todo mundo que curte folk também gosta.


Phillip Phillips é um lindo que venceu a 11º temporada do American Idol. Como eu acompanha o programa, pude ver ele desde o início e sempre me simpatizei muito com o carinha. Dizer que ele é um querido, com muito bom gosto e uma voz linda de ouvir. A música Gone, Gone, Gone explodiu tanto que foi uma das mais baixadas na semana de lançamento no iTunes. O que dizer de um cara tão talentoso? Merece todo esse sucesso :3



Ta aí uma banda que tenho um carinho extra curricular: Of Monsters and Men. Tive a oportunidade de ver esses fofos ao vivo no Lollapalooza e foi uma experiência única na minha vida. O show foi lindo, os dois são uns queridos e interagiram bastante com o público brasileiro. Sem sombra de dúvidas, essa é a banda folk que eu mais amo. 


Acho a atriz Anna Kendrick uma fofa, linda e tudo de bom. Quando ela gravou esse clipe fez o maior sucesso e eu escuto/vejo até hoje. Com certeza merece estar aqui nesse post.


The Heat and the Heart é novo no pedaço, mas já tem o meu coração. A maior parte dos clipes são em sessions em diferentes lugares e situações. Os sons tem uma pegada mais down e o vocalista canta tão lindamente que eu ouviria qualquer coisa que ele cantasse.


Kodaline é outra banda que tem meu coração. Os caras não são totalmente folk, na realidade é um pop e alguns sons rola um banjo aqui e ali, mas acho tudo tão lindo que seria impossível não deixar esse som por aqui.


The Paper Kites é meio que uma mistura de Of Monsters and Men com The XX. Tem o folk de um lado e o down de outro ~o que eu acho uma mistura única e muito bem feita~.


Quando Passenger começou a tocar o tempo inteiro em qualquer lugar que eu ia, fui do adorar tipo muito muito muito ao odiar tipo muito muito muito. Mas isso passou e hoje escuto sem crise.


Old but gold. The Civil Wars é tão magnifico que fico triste por esquecer de ouvir mais vezes. Poison & Wine é o tipo de música que marca, poderia ouvir em looping infinito.


xoxo,
tatah :}



terça-feira, 16 de setembro de 2014

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Dossiê SIC: Smile, a Obra-Prima perdida do Rock



Muitos pensam nos Beach Boys apenas como uma banda divertidinha de surf music de musiquinhas pop chiclete tipo Surfin' USA e Barbara Ann. Mas a verdade é que, se você for um amante ferrenho de pop e rock, daqueles de ficar pesquisando e estudando sobre música, já deve ter sacado que os Beach Boys foram uma das bandas mais ambiciosas da história do pop. E das mais ousadas e experimentais também: eles foram responsáveis por discos que só podem ser descritos como Arte, com A maiúsculo: Pet Sounds, de 66, é para muitos um dos melhores discos de todos os tempos. E aí temos SMiLE, uma espécie de "lenda" do rock: a obra prima que não foi, o disco tão complexo que acabou inacabado; aquele que seria o disco que iria definir uma geração e que, como foi o caso de muita coisa nos anos 60, se perdeu em paranóia, loucura, genialidade exacerbada, idiossincrasia e muita lisergia.


No centro dessa moldura temos Brian Wilson, um prodígio do mundo da música que era vítima de sua própria genialidade. Colapsos nervosos, viagens de ácido e reclusão social são alguns dos termos usados para descrever o comportamento de Wilson na época da gravação de SMiLE. A odisséia que seria a criação do disco - um processo que durou infinitas sessões de Fevereiro de 1966 a Maio de 1967 - começou com a gravação de "Good Vibrations", que por si só demandou oito meses para ser finalizada. Era a "sinfonia de bolso" que Wilson considerava sua maior obra-prima pessoal, e abriu caminho para ainda mais ambição por parte do moço.

Wilson era a força criativa dos Beach Boys, o produtor recluso que trabalhava extensivamente em novas composições para o grupo enquanto seus primos e irmãos viajavam em turnê. À época de SMiLE, Wilson e Mike Love formavam a dupla compositora da banda: um cuidava da parte musical e o outro tinha a função liricista. Mas a crescente predileção de Wilson por um lado mais experimental, psicodélico e artístico do pop afastou os dois, abrindo espaço para que Brian recrutasse Van Dyke Parks para participar da concepção de SMiLE. Os dois então trabalharam no conceito de criar uma enorme tela de pintura que contasse a história de expansão dos Estados Unidos: de Plymouth Rock, onde desembarcaram os primeiros colonizadores do país, até as areias quentes da California, chegando até ao Hawaii. As gravações de SMiLE foram responsáveis por algumas das mais desafiadoras e belas canções pop da história: além de Good Vibrations, temos a temática western e as escalas cromáticas flutuantes de "Heroes & Villains" e "Cabin Essence", a suíte neoclassica de "Mrs. O'Leary's Cow", ou a emotiva e cativante "Surf's Up", com a bela letra de Van Dyke Parks dando suporte aos falsetos harmônicos e a delicada sequência de piano de Wilson.



Mas durante essas gravações, problemas começaram a surgir: o resto da banda não se sentia conectada com o direcionamento que Wilson tomava. Mike Love chegou a dizer publicamente que odiava as letras pois não conseguia entendê-las. Alguns dos integrantes também consideravam as mudanças de tempo e os diversos modulos alternados por Wilson no andamento das canções como muito psicodélico e experimental, algo que não cairia bem entre a base de fãs da banda. O comportamento errático e oscilante de Brian também não ajudou em nada as sessões, que costumavam acabar em muito estresse e paranóia, com o idiossincrático compositor repetindo dezenas e dezenas de takes das músicas sem nunca encontrar satisfação. Wilson chegava ao extremo de acreditar que suas fitas estavam sendo roubadas, e que muitas dos lançamentos que ouvia nas rádios da época continham pedaços de suas criações.

Outro fator que pode ter afetado o engavetamento do disco fora a pressão da Capitol Records de que o disco atingisse uma boa vendagem. A ambição que Brian Wilson demonstrou aos executivos da gravadora certamente não ajudou muito, já que o mesmo acreditava estar criando aquele que seria o grande álbum de uma época. As baixas vendas do single Heroes & Villains, lançado como um aperitivo de SMiLE em julho de 67, afetou a auto-estima de Wilson e fez a gravadora acreditar que o approach fragmentado e complexo das novas canções dos Beach Boys fosse recebida com desconfiança pelo público. Foi também nesta mesma época em que o perturbado songwriter foi afetado por uma tremenda crise de depressão e paranóia, em grande parte fruto do abuso de LSD durante as gravações, o que o levou a destruir algumas das fitas gravadas e se distanciar do restante da banda.



Alguns meses depois, o disco sairia numa versão pobremente masterizada e repaginada com o nome de Smiley Smile. A intenção original de Brian Wilson só veria a luz do dia em 2004, com o lançamento de Brian Wilson Presents Smile: uma releitura feita da memória do disco pelo próprio músico, com a ajuda de Van Dyke Parks e sua banda de turnê. Amplamente aplaudido pela crítica, seu sucesso na década de 2000 só corroborou a noção de que SMiLE era uma obra muito a frente do seu tempo.

Recentemente, em 2011, um luxuoso box set com o nome The SMiLE Sessions foi lançado com a representação mais próxima da intenção original de sequenciamento e mixagem do disco, com curadoria assinada por todos integrantes do grupo em 67. É impossível não imaginar se, caso tivesse sido realmente lançado naquela época, SMiLE teria deixado uma marca na história do pop tão profunda e marcante como Sgt. Pepper's dos Beatles. Alguém pode até se arriscar a imaginar uma história alternativa do pop, com os Beach Boys sendo os responsáveis pelo disco mais influente e aplaudido da história da música e afetando o curso de produção artística dali em diante. Também é possível que o disco tivesse recebido uma recepção mista, sendo considerado muito bizarro pelo mainstream, muito quadrado pelos hippie e muito cerebral pra se ouvir na pista de dança. Quem sabe? Uma coisa é inquestionável: ouvir a releitura de "Sessions" por inteiro hoje, quase 50 anos depois, ainda deixa uma marca indelével. É evidente o quanto a genialidade de Brian Wilson estava a frente do seu tempo, e que todos nós ainda temos que correr um pouco atrás em termos de conhecimento musical pra entender completamente sua obra.

SMiLE nunca foi realmente concluído, mas o que temos daquelas infames sessões são algumas das mais brilhantes, belas e impressionantes peças de música de todos os tempos.





segunda-feira, 8 de setembro de 2014

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Trap no VMA? A popularização de um gênero obscuro.

No dia 24/08 acontecia em Inglewood, California, a 31ª edição do MTV Video Music Awards.
O evento, que premia os trabalhos de alguns dos maiores nomes da música anualmente, teve esta sua última edição marcada pela presença constante de um gênero musical até então desconhecido nas cenas mais "Pop" e "mainstream" que a celebração costuma contemplar. Era o Trap!

História

O Trap, para os que (ainda) não conhecem, é um gênero de música eletrônica baseado na "808 Drum machine", da Roland. Marcado pela batida forte (doubles e triple-times), vocais desacelerados e sintetizadores em camadas, este gênero não é tão atual quanto a maioria das pessoas pensa.

808 Drum Machine,
lendária na produção musical
Com origem por volta dos anos 2000, o Trap surgiu do rap americano sulista também conhecido como "Crunk", ligeiramente diferente da forma que vem tomando com a incorporação de elementos eletrônicos - nesta atual onda de proporções mundiais. O nome do estilo, remete aos lugares onde eram negociadas drogas, provavelmente pelo fato de que os fãs e críticos passaram a chamar de "Trap Rappers" os pioneiros do gênero que compunham letras principalmente sobre negociação e consumo de drogas. Neste primeiro momento se destacam artistas como UGK e Three 6 Mafia.

A primeira onda de crescimento do sucesso do Trap veio por volta do ano de 2003. Alguns dos principais responsáveis por essa expansão podem ser considerados o Rapper T.I. (quando lançou o álbum "Trap Muzik", com mais de 2 milhões de cópias vendidas) e Young Jeezy (chegou a ser número dois na US Billboard 200). Em 2005 também se destaca o game "Need for Speed Underground", que contava com uma das faixas do álbum de T.I. "apresentando" o gênero para um público diferente.

O formato e popularização do Trap que se vê crescendo ao redor do globo hoje, pode ser considerado iniciado por volta do ano de 2010. O produtor Lex Luger rompeu com a "obscuridade" do gênero, produzindo mais de 200 faixas influenciadas pelo Trap entre os anos de 2010 e 2011 para muitos artistas reconhecidos, tais como: Kanye West, Wacka Flocka Flame e Jay-Z. Sua técnica marca-registrada, reconhecida pelos "808" batendo pesado, com sintetizadores e metais em timbres sinistros como os de um filme de terror de Kubrick, sofreram diversas tentativas de cópias e releituras por parte de outros produtores de rap famosos da época.

O Trap na música eletrônica e a expansão mundial.

Por volta de 2012, com a evolução de novos estilos de música eletrônica, muitos produtores incluíram elementos do trap em suas músicas. Nomes de sub-gêneros como "Trap House" e "Trapstep" foram surgindo e se popularizando a medida que os artistas combinavam baterias do estilo Trap com os sintetizadores consagrados na EDM. DJ's/produtores como Diplo, Flosstradamus e Yellow Claw ganharam a atenção de fãs da música eletrônica ao redor do mundo, ficando responsáveis também por criar alguma confusão na distinção entre o Trap baseado em rap tradicional e o Trap EDM, que para muitos ficou sendo reconhecido apenas como uma "segunda geração do Dubstep", tanto pela semelhança nos drops, quanto pelas muitas faixas feitas em 140 Bpm.

2013 foi um grande ano para o Trap! Após um Vídeo "fanmade" da música "Harlem Shake" criada pelo produtor Baauer, se tornar um meme na internet, milhares de pessoas ao redor do mundo conheceram este som e fizeram seus próprios "Harlem Shakes", inclusive no Brasil.
Com a descoberta do estilo pelo grande público, o Trap foi ganhando milhares de fãs e centenas de produtores por todo o planeta, principalmente com remixes de músicas Pop e EDM's famosos (os chamados "Trap Mix") e a inclusão de DJ's do gênero em um palco feito especialmente para isso, no Ultra Music Festival - um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo.


Diplo, o embaixador do Trap EDM

Diplo, na capa da Billboard
Thomas Wesley Pentz, ou Diplo, é o mais bem sucedido produtor do gênero no mundo. Criador do selo Mad Decent, que assina com os melhores produtores do gênero (como: Dillon Francis, RL Grime, DJ Snake e Flosstradamus) e que inclusive lançou o brasileiro Bonde do Rolé, hoje faz em média 300 shows por ano e é considerado um dos mais dinâmicos músicos da atualidade. Recentemente foi chamado de Midas (aquele que transforma em ouro tudo que toca) pela Billboard americana.

O Dj que pesquisou e levou para muitas pistas dos EUA o som dos bailes funks brasileiros e os ritmos caribenhos (vale a pena conferir seu documentário: Favela on Blast), foi descoberto pela cantora M.I.A., com quem teve um romance, e após uma colaboração de sucesso sua carreira decolou.

Partindo disso, Diplo colaborou com Shakira, Kid Cudi, Bruno Mars, No Doubt, Snoop Dogg, Pharrell entre outros, carimbando o seu passaporte para o sucesso internacional. Fez fama com seu projeto solo e também como dupla do produtor Switch no "Major Lazer", que popularizou muito os elementos do Trap e Moombahton na música mundial além de "cimentar" a inserção do produtor na cena Pop, ao ter a faixa "Pon de Floor" pesadamente sampleada por Beyoncé em "Run the World".
Além de ter diversas indicações ao Grammy, o produtor recentemente firmou um projeto batizado de "jack U", com o também queridinho da academia: Skrillex, e anunciou estar produzindo o novo disco de ninguém menos do que Madonna.

Cada vez mais Pop

Na trilha sonora de jogos de vídeo-game e também em filmes, o Trap vem ganhando cada vez mais espaço na cultura popular.
As chamadas "Divas do Pop" também se renderam ao estilo em faixas produzidas ainda em 2013, como o estrondoso sucesso: Dark Horse, de Katy Perry e Jewels & Drugs da Lady Gaga. Outra evidência ainda mais clara da adoção do gênero pelo Pop aconteceu no recente MTV Video Music Awards, que tocou samples de Trap em quase todas as vinhetas da apresentação do evento, e também nas faixas escolhidas apara as apresentações ao vivo das artistas mais aguardadas da noite.

Confira:





Beyoncé, a mais aguardada da noite, solta um Trap pesado em sua nova faixa "Flawless".








terça-feira, 8 de julho de 2014

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SIC Recomenda: Sia - 1,000 Forms of Fear



Em 1,000 Forms of Fear temos provavelmente aquele que é o melhor trabalho da carreira da australiana Sia Furler. Como hitmaker com aversão a fama, preferindo criar sucessos a "big names" do pop mundial, é sempre bom vê-la confortavelmente soltando sua voz sobreposto a um tipo de pop mais cuidadoso e bem trabalhado (mesmo que seja sempre de costas à platéia).

Não há nada de ultra experimental aqui: é um disco de pop bem contemporâneo, de produção impecável. Mas Sia sabe trazer muito bem sua experiência na música tanto sônica quanto liricamente. Após quase desistir do cenário musical de vez na sequência do disco We Are Born de 2010, a australiana escreveu seu novo trabalho lidando com problemas de depressão e vício, o que faz de 1,000 Forms of Fear seu disco mais obscuro até aqui. O primeiro hit, "Chandelier", é um bom exemplo de como foi a luta de Furler para manter a sobriedade e o auto-controle frente à fama. A cada grito abafado, a cada alongamento vocal, a cada estalo de acordes: a paixão na voz de Sia é quase palpável.

Em 1,000 Forms of Fear, Sia eleva o nível de entrega vocal e refina seu pop para criar um som mais distintivo. Ela reduz a migalhas qualquer sentimento de culpa que você pode ter sentido em aumentar o volume no máximo pra dançar e cantar de forma incoerente dentro de seu quarto ou soltar a voz dentro do carro, porque isso é exatamente o que a Sia quer que você faça.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

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NOVAX | How To Dress Well se joga no indie R&B dramático de "A Power"



Seis anos depois de iniciar uma carreira com a alcunha How To Dress Well, o estadunidense Tom Krell solta o vozeirão no seu novo disco What Is The Heart?, e a nova música "A Power" é um bom exemplo do uso de seu falsetto meio R&B. Enquanto seus dois discos anteriores, Love Remains (2010) e Total Loss (2012), traziam sua voz obscurecida e emaranhada em névoa - o vocal sempre tinha um quê de fantasmagórico - agora é ela que dá o tempero das canções, que mesmo assim não perderam o seu tom intimista, bedroom-pop. Em "A Power", sua voz tem partes iguais de R. Kelly e Justin Vernon, apenas sem o canastrismo descarado do primeiro ou a amplitude sônica quase surreal do segundo. No lugar, aparece a capacidade de sua voz em elevar a carga emocional da música a um território meio emocionalmente nu, tratando o tema vida/morte de uma forma bem mais existencial que propriamente trágica. Musicalmente, há um certo pulso de house music nas batidas, mas que nunca se sobressai; efeito este que acaba sendo contraposto a pianos dedilhados mergulhados em eco, o que acaba sendo o complemento espectral ideal ao clima das letras de Krell.




What Is The Heart? foi lançado ontem, 24 de junho.

terça-feira, 24 de junho de 2014

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NOVAX | alt-J ataca de Miley Cyrus em "Hunger of The Pine"



Já se vão longos dois anos desde An Awesome Wave, a estreia monumental que fez o alt-J faturar dezenas de awards, tocar em centenas de festivais e angariar milhares de fãs worldwide. Agora, é hora de bater de frente contra o "sophomore slump" com o segundo disco, que já tem nome e capa (essa que a gente vê ali em cima): This Is All Yours só deve aparecer lá pelo fim do inverno, mas o primeiro gostinho já veio na forma da interessante "Hunger of The Pine". Isto porque a faixa começa toda atmosférica e estranha - lembrando o Air de Moon Safari - até começar um sutil drum beat eletrônico acompanhado do sample de Miley Cyrus cantando "I'm a Female Rebel". O efeito é, no mínimo, curioso, e representa também o mais próximo que já cheguei de realmente apreciar uma música da moçoila. Dá só uma conferida:



This is All Yours tem lamçamento previsto na gringa para o dia 23 de setembro.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

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Sex: Steven Meisel e Madonna | Em pêlo


Você pode até não ser fã de Madonna, mas “Sex”, livro escrito pela superstar com fotos de Steven Meisel, um dos nomes mais importantes da fotografia entre a moda e celebridades, é uma das maiores influências do mundo pop.

Lançado em 1992, o livro traz uma série de imagens eróticas e simulações de sexo de todos os tipos, inclusive sadomasoquista e anal. Na época, a galera achou que a Madonna tinha ido longe demais com mas mesmo assim vendeu mais de 150.000 cópias no dia de lançamento.

É possível encontrar o livro na Amazon por preços que variam de $69 (R$154) a $225 (R$500) :O. Mas se você não quer desembolsar essa grana, aqui vai a mostra do que rola na relíquia:



































Fonte: IdeaFixa