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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

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Alguns dos piores covers de clássicos do rock e metal feitos por bandas de garagem

A gente tá bem ligado que ninguém nasce sabendo como dominar um instrumento. Anos de dedicação e treino são necessários para que você se torne bom na guitarra, no baixo, na bateria, no vocal, nos teclados ou em qualquer outro tipo de instrumento. 

É ainda mais complicado mostrar entrosamento em grupo e domínio individual quando se está em uma banda. Muitos ensaios são necessários para que a execução do repertório fique aceitável. 

Por isso, não é recomendado que uma banda se apresente ao vivo antes de estar em um nível minimamente razoável de apresentação. Aquelas que não obedecem à escrita e dão o azar de serem filmadas, acabam virando piada não apenas entre aqueles que presenciaram a performance, mas também na internet. 

Os exemplos abaixo mostram que você, caro músico, não deve sair do estúdio de ensaio, nem filmar sua própria performance, se não estiver soando legal. Confira abaixo, se for capaz, os piores covers de músicas de rock e metal feitos por bandas de garagem. 

Observação: Essa é a primeira parte da lista. Aceitamos sugestões para as próximas edições! 

"Sweet Child O´Mine" (original do Guns N Roses) 




"Smells Like Teen Spirit" (original do Nirvana) 




"The Final Countdown" (original do Europe) 




"Iron Man" (original do Black Sabbath) 




"Comfortably Numb" (original do Pink Floyd) 




"By The Way" (original do Red Hot Chili Peppers) 




"Toxicity" (original do System Of A Down) 




Via Revista Cifras

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

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Baixe as músicas da edição - OS HOMENS CENTENÁRIOS DA MÚSICA BRASILEIRA - do programa Roda Viva

Adorou o programa Roda Viva de hoje? Então aproveita, clique aqui, baixe as músicas e ouça tudo de novo, sempre que quiser! Deleite-se com um chiadinho delicioso de rádio antiga <3

Nesta edição do Roda Viva preparamos um especial com ~OS HOMENS CENTENÁRIOS DA MÚSICA BRASILEIRA~. Muito amor em forma de samba, chorinho e claro, dor de cotovelo, porque ninguém é de ferro, né? Hoje vamos te presentear com uma linda serenata. Dê o play, embale seu restinho de dia ao som de deliciosas serestas da música brasileira.

Sob os comandos de Mari Bleyer e Manu Wojcikiewicz / Apresentado por NUVEM / comunicação.

Ouça agora no www.sicradio.net ou baixe gratuitamente nosso app para iOS ou Android.


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Indie rock remixes


Uma coisa que adoro: remix de música BOA. Tem tanto remix bom que acaba ficando melhor do que a original, né? Os mais clássicos são os da dupla do The XX. Os sons ficam impressionantes com os remixes, mas a original continua sendo linda e eu fico viciada nas duas alternativas, hahaha :3

Falando em The XX, vou fazer aqui uma seleção dos remix deles que eu mais curto. Na realidade eu poderia fazer este post só com os remixes deles, mas como também quero mostrar outras coisas beem legais, vou tentar me conter. HÁ! Esse som é um dos mais alternativos na minha opinião, o remix não é nada deep lounge, mas acho a vibe bem legal e combinou bastante com a proposta deles.


Agora já na pegada eletrônica, esses outros remixes são bem animadinhos ~leia-se baladinha~ e eu particularmente curto muito. Acho que alguns são tão fodas que parece que a música já é assim. Essa aqui é tãão sensual <3


Um som clássico com um remix clássico. Não tinha como ficar ruim.


Angels é um som que eu literalmente viajo ~na real isso acontece com todas do The XX, but, né~ esse remix é bem deep lounge e combinou total com a vibe da música original.


Agora invertendo um pouco os fatores, esse é um cover do The XX com uma música da Florence. Esse remix já é super manjadinho mas seria impossível não falar dele aqui no post <3


Esse já é bem diferente de todos. Tem Bastille, Ella e The XX. Achei lindo, divino e viciante.


Uma coisa que eu piro é com a Intro do primeiro cd do The XX. Kanye West ~gênio~ misturado com a Intro, só poderia ser algo no mínimo foda.


The 1975 tem remixes lindos. Um dos que eu mais gostei, foi um colega que passou ~bjo pra ti, Sandall~ fiquei viciada <3


Se CHVRCHES já é super lindo, imagina com um remix mais lindo ainda. Esse é ao contrário do The X, a original é mais agitada e o remix ficou mais down, só mais pro final que fica super up. Mas ainda assim eu adoro.


Ellie Goulding é o tipo de guria que consegue fazer o que poucas conseguem. Com sons bem próprios do estilo dela, ela não é pop, mas também não é rock. Mas os remixes das músicas dela são tão bons quanto as originais, vale ouvir.


Teve uma época que eu era super viciadinha em dupstep. Não lembro de todas que ouvia, mas tem esse remix da Marina and the Diamonds que é SENSACIONAL. Puro amor!


xoxo,
tatah :}










terça-feira, 16 de setembro de 2014

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Dossiê SIC: Smile, a Obra-Prima perdida do Rock



Muitos pensam nos Beach Boys apenas como uma banda divertidinha de surf music de musiquinhas pop chiclete tipo Surfin' USA e Barbara Ann. Mas a verdade é que, se você for um amante ferrenho de pop e rock, daqueles de ficar pesquisando e estudando sobre música, já deve ter sacado que os Beach Boys foram uma das bandas mais ambiciosas da história do pop. E das mais ousadas e experimentais também: eles foram responsáveis por discos que só podem ser descritos como Arte, com A maiúsculo: Pet Sounds, de 66, é para muitos um dos melhores discos de todos os tempos. E aí temos SMiLE, uma espécie de "lenda" do rock: a obra prima que não foi, o disco tão complexo que acabou inacabado; aquele que seria o disco que iria definir uma geração e que, como foi o caso de muita coisa nos anos 60, se perdeu em paranóia, loucura, genialidade exacerbada, idiossincrasia e muita lisergia.


No centro dessa moldura temos Brian Wilson, um prodígio do mundo da música que era vítima de sua própria genialidade. Colapsos nervosos, viagens de ácido e reclusão social são alguns dos termos usados para descrever o comportamento de Wilson na época da gravação de SMiLE. A odisséia que seria a criação do disco - um processo que durou infinitas sessões de Fevereiro de 1966 a Maio de 1967 - começou com a gravação de "Good Vibrations", que por si só demandou oito meses para ser finalizada. Era a "sinfonia de bolso" que Wilson considerava sua maior obra-prima pessoal, e abriu caminho para ainda mais ambição por parte do moço.

Wilson era a força criativa dos Beach Boys, o produtor recluso que trabalhava extensivamente em novas composições para o grupo enquanto seus primos e irmãos viajavam em turnê. À época de SMiLE, Wilson e Mike Love formavam a dupla compositora da banda: um cuidava da parte musical e o outro tinha a função liricista. Mas a crescente predileção de Wilson por um lado mais experimental, psicodélico e artístico do pop afastou os dois, abrindo espaço para que Brian recrutasse Van Dyke Parks para participar da concepção de SMiLE. Os dois então trabalharam no conceito de criar uma enorme tela de pintura que contasse a história de expansão dos Estados Unidos: de Plymouth Rock, onde desembarcaram os primeiros colonizadores do país, até as areias quentes da California, chegando até ao Hawaii. As gravações de SMiLE foram responsáveis por algumas das mais desafiadoras e belas canções pop da história: além de Good Vibrations, temos a temática western e as escalas cromáticas flutuantes de "Heroes & Villains" e "Cabin Essence", a suíte neoclassica de "Mrs. O'Leary's Cow", ou a emotiva e cativante "Surf's Up", com a bela letra de Van Dyke Parks dando suporte aos falsetos harmônicos e a delicada sequência de piano de Wilson.



Mas durante essas gravações, problemas começaram a surgir: o resto da banda não se sentia conectada com o direcionamento que Wilson tomava. Mike Love chegou a dizer publicamente que odiava as letras pois não conseguia entendê-las. Alguns dos integrantes também consideravam as mudanças de tempo e os diversos modulos alternados por Wilson no andamento das canções como muito psicodélico e experimental, algo que não cairia bem entre a base de fãs da banda. O comportamento errático e oscilante de Brian também não ajudou em nada as sessões, que costumavam acabar em muito estresse e paranóia, com o idiossincrático compositor repetindo dezenas e dezenas de takes das músicas sem nunca encontrar satisfação. Wilson chegava ao extremo de acreditar que suas fitas estavam sendo roubadas, e que muitas dos lançamentos que ouvia nas rádios da época continham pedaços de suas criações.

Outro fator que pode ter afetado o engavetamento do disco fora a pressão da Capitol Records de que o disco atingisse uma boa vendagem. A ambição que Brian Wilson demonstrou aos executivos da gravadora certamente não ajudou muito, já que o mesmo acreditava estar criando aquele que seria o grande álbum de uma época. As baixas vendas do single Heroes & Villains, lançado como um aperitivo de SMiLE em julho de 67, afetou a auto-estima de Wilson e fez a gravadora acreditar que o approach fragmentado e complexo das novas canções dos Beach Boys fosse recebida com desconfiança pelo público. Foi também nesta mesma época em que o perturbado songwriter foi afetado por uma tremenda crise de depressão e paranóia, em grande parte fruto do abuso de LSD durante as gravações, o que o levou a destruir algumas das fitas gravadas e se distanciar do restante da banda.



Alguns meses depois, o disco sairia numa versão pobremente masterizada e repaginada com o nome de Smiley Smile. A intenção original de Brian Wilson só veria a luz do dia em 2004, com o lançamento de Brian Wilson Presents Smile: uma releitura feita da memória do disco pelo próprio músico, com a ajuda de Van Dyke Parks e sua banda de turnê. Amplamente aplaudido pela crítica, seu sucesso na década de 2000 só corroborou a noção de que SMiLE era uma obra muito a frente do seu tempo.

Recentemente, em 2011, um luxuoso box set com o nome The SMiLE Sessions foi lançado com a representação mais próxima da intenção original de sequenciamento e mixagem do disco, com curadoria assinada por todos integrantes do grupo em 67. É impossível não imaginar se, caso tivesse sido realmente lançado naquela época, SMiLE teria deixado uma marca na história do pop tão profunda e marcante como Sgt. Pepper's dos Beatles. Alguém pode até se arriscar a imaginar uma história alternativa do pop, com os Beach Boys sendo os responsáveis pelo disco mais influente e aplaudido da história da música e afetando o curso de produção artística dali em diante. Também é possível que o disco tivesse recebido uma recepção mista, sendo considerado muito bizarro pelo mainstream, muito quadrado pelos hippie e muito cerebral pra se ouvir na pista de dança. Quem sabe? Uma coisa é inquestionável: ouvir a releitura de "Sessions" por inteiro hoje, quase 50 anos depois, ainda deixa uma marca indelével. É evidente o quanto a genialidade de Brian Wilson estava a frente do seu tempo, e que todos nós ainda temos que correr um pouco atrás em termos de conhecimento musical pra entender completamente sua obra.

SMiLE nunca foi realmente concluído, mas o que temos daquelas infames sessões são algumas das mais brilhantes, belas e impressionantes peças de música de todos os tempos.





sexta-feira, 5 de setembro de 2014

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SIC Guide: 10 Músicas essenciais do Britpop

Vez ou outra irei deixar aqui um guia para os apaixonados por música que queiram saber mais sobre um gênero específico, descobrir novos sons ou simplesmente lembrar de clássicos que fazem parte da história do pop rock. Hoje, nosso tema é o Britpop.


Há 20 anos atrás, dois discos que definiram a cena do "Britpop" foram lançados: Parklife, do Blur e Definitely Maybe, do Oasis. Tais álbuns eram dois lados de uma mesma moeda: de um lado, a sagacidade, hiper-referencialidade, ironia e estilo dos garotos de classe média alta representados pelo Blur, e a psicodelia drogadita com aspirações rock star junto a uma postura de durões e arrogantes garotos da classe industrial que eram personificadas pelo Oasis.

De forma geral, ambos seguiram o caminho aberto pelos Stone Roses na virada dos anos 80 para os 90, e encabeçavam uma sensação de otimismo que veio da dissolução da era Thatcher e do partido conservador no poder: era o movimento Cool Brittania, que renovava um sentimento de orgulho por ser britânico. Não é por acaso que as bandas dessa época abraçavam os áureos anos 60 - quando a British Invasion guiou a cultura mundial -, como referência de estilo: os mods (Supergrass), o pub rock (Oasis) ou o estilo blasè e arrogante da Swinging London (Pulp) são bons exemplos.


XTC - Season Cycle (1986)



Parece estranho destacar primeiro uma música de 1986 como parte do Britpop (um movimento que só ia aparecer com força quase 10 anos depois), mas muito da psicodelia britânica aos moldes sessentistas que iria voltar com tudo mais adiante já era a marca dos discos do XTC nos anos 80. A banda era uma espécie de outkast em meio aos sintetizadores e glamour da New Wave ou à postura anti-conservadora e experimental do pós-punk. O XTC eram os caras bem abastados, cheios de referências artísticas e bom gosto que faziam música pop que não poderia sair de outro lugar que não da Inglaterra, mais ou menos como o Blur também o faria, uma década depois.


The Stone Roses - She Bangs The Drums (1989)



Os Stone Roses foram a principal banda a sair da breve cena do "Madchester"- uma tendência que fundia guitar pop com a cultura rave da dance-music e do uso de drogas -, mas, curiosamente, seu único LP flerta pouco com o dance. O que sobra é muita psicodelia - e riffs memoráveis de guitarras. Apesar de ter sido lançada anos antes do boom britpop, She Bangs The Drums é um exemplo clássico do estilo: os riffs nos levam de volta aos tempos da British Invasion (The Who, Stones, Beatles), e o ritmo tem a pegada colorida e neo-psicodélica que povoava o acid house, mas que daria depois o tom de muitos dos hinos britpop.


Ride - Twisterella (1992)


Outro microgênero que iria influenciar muito o Britpop foi o Shoegaze: o uso de camadas e camadas de guitarras mergulhadas em reverb e efeito de pedal, deixando o som mais atmosférico ao contrapor melodia e peso. O Ride foi uma das bandas que ajudou a consolidar o shoegaze com o disco Nowhere, de 1990, mas que já em seu lançamento seguinte iria trilhar caminhos mais ensolarados e pop com Going Blank Again (1992). Twisterella tem uma produção impecável e um riff bem pegajoso: bastante parecido com coisas que viriam depois como Digsy's Dinner do Oasis.


Suede - The Drowners (1992)


 
O Suede foi um daqueles casos de super-hiper-mega hype da imprensa inglesa, sendo a primeira grande banda do Britpop a aparecer com força na rotação das rádios e nas capas de revista durante todo o ano de 92. O disco homônimo do grupo subiu ao primeiro lugar das paradas na semana de seu lançamento, sendo o disco de estreia de uma banda inglesa com a vendagem mais rápida desde o Frankie Goes To Hollywood, 10 anos antes. Brett Anderson era um showman nato, uma espécie de mistura de David Bowie e Morrissey, cheio de ambiguidade sexual e carisma. E, ao mesmo tempo, a banda tinha um jeito peculiar de mostrar sua britanicidade, como disse um review da Rolling Stone na época: "O Suede representa tudo que os antigos pop stars britânicos eram: irritantes, desconcertantes, mas acima de tudo convincentes".


Blur - To The End (1994)



Em 94 o Blur já tinha tentado o shoegaze no disco Leisure de 92 e uma espécie de psicodelia pop-avant-garde em Modern Life Is Rubbish, de 93. Ambos foram no máximo medíocres, tanto no que diz respeito à crítica quanto a vendagem. Mas aí veio o a grande cartada de Damon Albarn: Parklife, de 1994, é para muitos "o" disco do Britpop: um sucesso quase unânime de crítica e público. É um disco cheio de referências, que transita entre gêneros com doses iguais de bom humor, melancolia e inteligência. "To The End" é um exemplo claro de uma banda que sabe muito de música: uma balada meio chanson française deslumbrante, adulta, com a languidez que marca o estilo blase próprio de uma das faces do gênero, melhor personificada ainda pelo Pulp.


Oasis - Some Might Say (1995)



Na humilde opinião deste que vos escreve, este é o maior hino do britpop: uma música positivamente transcendente, com uma grandiosidade quase majestosa. O Oasis nunca foi uma banda musicalmente brilhante: suas canções tinham tantos elementos emprestados de artistas do passado que muitas podiam ser facilmente acusadas de plagiarismo. Mas uma coisa era fato, Noel Gallagher sabia como ninguém fazer músicas que mobilizam legiões de fãs e cantar cada um de seus versos com todo o corpo e alma. Essa foi talvez a maior delas.


Supergrass - Caught By The Fuzz (1995)


O Supergrass era a mais divertida das bandas do Britpop. Uma espécie de filhos bastardos dos Kinks com os Buzzcocks e com o glam rock, seu disco de estreia não tinha a ambição e a perspicácia do Blur e nem os flertes psicodélicos do Oasis. Era rock'n roll honesto, acelerado, dançante e sem firulas. I Should Coco tem músicas que raramente passam dos dois minutos e meio e seu senso de urgência e descontração tem a ver com seu significado cultural na época: foi o primeiro disco "adolescente" do Britpop, e o álbum é até hoje tido como um exemplo musical do sentimento de liberdade da adolescência.


Radiohead - The Bends (1995)



Por motivos histórico-geográficos, resolvi incluir o Radiohead nessa lista, mesmo que o estilo de Thom Yorke, Johnny Greenwood e companhia nos tempos áureos de Britpop tenham mais paralelos com o grunge e rock alternativo norte-americano que com seus pares britânicos. O Radiohead tinha uma postura um tanto antagônica quanto ao estrelato e ao glamour de ter muitos fãs e realizar longas turnês, postura essa que era o exato oposto do hedonismo exacerbado que marcava as outras bandas britânicas da época, como era bem exemplificado na rixa Blur x Oasis (quem seria a grande banda do ano? quem levaria mais pessoas aos estádios?). Enquanto o Cool Brittania exaltava o estilo de vida inglês e o desejo de ser rock star, Thom Yorke mergulhava cada vez mais no pessimismo e paranóia que culminaria em Ok Computer, de 1997.


Super Furry Animals - The Man Don't Give a Fuck (1996)



Os galeses do Super Furry Animals eram os esquisitões do Britpop na época: os riffs e otimismo estavam ali, mas a banda tinha uma irreverência non-sense psicodélica que não encontrava pares dentre os ingleses. Enquanto o Blur e o Pulp encarnavam um estilo cool e intelectual, e Oasis, Supergrass e Verve eram os moleques de classe operária, os Super Furry Animals tinham um estilo único de aliar inteligência com bom humor e engajamento. The Man Don't Give a Fuck foi a música de "protesto" da banda, que ao samplear o verso "You know they don't give a fuck about anybody else" de uma música do Steely Dan e repeti-lo 55 vezes ao longo da canção - quebrando o recorde do uso de "fuck" numa música -, deu ainda mais significado a sua intenção de não se adequar a normas e seguir seu próprio caminho dentro desse espectro do Britpop.


Pulp - This Is Hardcore (1998)



Todo gênero que marca uma época eventualmente se dissipa, e com o Britpop isso já começou praticamente dois anos depois de seu auge, em 97, à partir de discos marcados pelo excesso: seja o de drogas e luxúria como Be Here Now, do Oasis; de floreios artísticos, como The Great Escape, do Blur; ou até mesmo de arrogância, como em Urban Hymns, do The Verve.
O Pulp, talvez a mais "artsy" de todas as bandas do Britpop, conquistou as paradas em 1995 com Different Class e o single Common People, um dos grandes hinos da época. Seu disco subsequente, This Is Hardcore (1998), vai totalmente na contramão do otimismo do anterior. Assombrado por decepção e medo, é um disco que mesmo em seus momentos mais grudentos ainda possui uns sutis toques de escuridão. A faixa título atesta o cansaço dos excessos hedonistas que vieram com o sucesso: sua atmosfera lounge, seção de cordas cinematográfica e a letra brilhante de Jarvis Cocker criam um assustador monumento à decadência do Britpop.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

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Artistas Que Tinham Outra Profissão Mas Resolveram Gravar Um Disco

Pessoas de outras áreas que se aventuraram na carreira musical e nos brindaram com jóias raras da MPB.

Fora do Brasil é bastante comum que existam artistas multifacetados, que cantam, dançam e sapateiam.
No entanto, aqui em terras tupiniquins, não somos acostumados com famosos em suas respectivas áreas que tentam vez ou outra lançar uma música.
É o caso de…

Ronaldo e os Impedidos



Ídolo corintiano nos anos 90, o ex-goleiro Ronaldo Giovanelli que hoje é comentarista na TV Bandeirantes, tem até hoje sua banda ‘Ronaldo e os Impedidos’ e soltou a voz neste clássico.

Angela Bismarchi



Famosa por suas cirurgias plásticas e por ser figurinha carimbada do TV Fama, Angela não se conteve em sua carreira de modelo e resolveu investir também no clima de rodeio. (Nota: O clipe é maravilhoso)

Roberto Justus



O Donald Trump brasileiro, empresário, ex-marido de loiras e bem sucedido publicitário gravou um CD completo com sucessos. Muita gente torceu o nariz, mas o Robertão mandou bem.


Celso Portiolli




Apresentador carismático, ex-candidato a vereador em Maringá, Celsão também tentou lançar sua música que tem todo o charme e elegância das obras que são produzidas pelo genial Rick Bonadio, que é mestre em trazer pessoas que não são cantores para gravar discos.

Rodolfo e ET




Um era repórter policial/bizarro e o outro era assistente de palco. Juntos, formaram uma das duplas mais imbatíveis dos anos 90 no programa do Ratinho e posteriormente acordando as pessoas aos domingos.
Rick Bonadio não perdeu tempo e tratou de trazê-los para a cena musical. O disco é incrível, mas este clipe é um clássico.

Gilberto Barros (O Leão)




Começou radialista, virou apresentador e ícone da internet.
Mas neste meio de caminho era cantor sertanejo. E dos bons.
(E nesta época parecia demais com Ron Jeremy)

Mauricio Mattar



Pouca gente lembra (inclusive do Mauricio) mas além de ator, ele gravou músicas românticas no melhor estilo Fábio Jr.

Suzana Vieira


Sim! Ela também gravou um disco. de jazz.
Vale a pena ouvir. Afinal, o Brasil ama Suzana!


Suzana Alves (a Tiazinha)




E por falar em Suzanas, como esquecer o clássico dueto do cantor (este sim, de ofício) Vinny, com a mascarada mais famosa do Brasil: A Tiazinha.

Marcelinho Carioca e Amaral



Mais dois ex-jogadores que resolveram gravar suas músicas. Em um conjunto (na época não era comum chamar de banda ou grupo!) de pagode Gospel, ambos se arriscaram nos vocais e instrumentais do Divina Inspiração

Pelé



O rei do futebol é um dos mais famosos aventureiros musicais do Brasil.
Ele não esconde de ninguém que é amante da música e toca violão. Vez ou outra surge com alguma composição nova.



Kleber BamBam



Primeiro vencedor do BBB, Kleber Bambam já foi da Turma do Didi, já vendeu coco, já lançou funk com a mulher múmia e com Mr Catra.
Disse certa vez que: “auto tune ta aí pra isso”. Gostamos!

Yudi Tamashiro




O japinha do Bom Dia & Cia. já tentou ser astro pop mas sua carreira musical deu uma decolada quando foi pro Sertanejo Universitário

Pânico


Antes de serem da Tv e explodirem nacionalmente, eram apenas uma divertida trupe do rádio que no meio dos anos 90 lançaram um CD. Uma raridade nos dias de hoje.

Francisco Cuoco


Chico cuoco, o galã dos anos 70, gravou mais do que um disco só. Gravou diversos compactos e músicas. Com o vozeirão característico que tem, é uma espécie de Barry White brasileiro em suas músicas.

Ana Maria Braga

Acorda Menina! 
Apresentadora matinal, ex-modelo fotográfica também soltou a voz, numa mescla de poesia e bossa nova. Lindo demais.

Sr Boneco




O Sr. Boneco da Escolinha do Professor Raimundo, também gravou discos.
O humorista que fazia sucesso com as crianças gravou mais de um disco completo voltado para a molecada. E foi pra galera!

Via Buzzfeed <3 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

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7 artistas que foram à falência

Como já dizia aquele velho ditado: “Dinheiro não compra felicidade”. Pois é, alguns artistas e bandas até que famosas — conhecidas por boa parte daqueles que curtem ouvir muita música ao longo do tempo — vão querer cavar um buraco e se esconder lá dentro ao ouvir esse tipo de frase passar perto do ouvido.
Mas por quê? O motivo é simples: eles sentiram todo o sabor do dinheiro e ganharam muita grana com algumas de suas composições, fizeram inúmeros shows e turnês mundo afora, apareceram nas principais rádios e canais de TV, mas acabaram na lama, jogando tudo para o alto (por má administração ou excessos de drogas, sexo e rock’n'roll) e perderam toda a grana que tinham.
Hoje em dia, enquanto muitas bandas e artistas independentes nacionais pensam apenas na fama — aparecer no Domingão do Faustão (ou faturar o Superstar), ganhar um disco de ouro, respirar todo o glamour da mídia, ver a conta bancária cheia de grana, cair nos braços dos fãs e tocar em palcos do país inteiro —, outros já estão mais conscientes, querendo apenas ganhar o pão de cada dia através da música — esses são os mais realistas.
Conheça alguns casos de falência no mundo dos riffs e acordes dissonantes:

1. Cat Power

Também conhecida como Chan Marshall, ela ficou falida ao fazer o seu último disco, que começou a ser trabalhado em 2006. Com a palavra, a própria Cat: “Eu tenho depressão e não consegui compor nenhuma canção para o álbum durante oito meses”.
Com isso, a artista acabou perdendo toda a sua grana, mas ela conseguiu contornar o problema — pelo menos até agora — e recebeu um empréstimo. Com a grana emprestada, Chan comprou alguns equipamentos e alugou uma casa em Malibu, onde escreveu as músicas do disco “Sun”, que foi concluído apenas em 2012.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

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Projeto fotográfico mostra as exigências de artistas famosos nos camarins

Já é conhecida a tendência das estrelas da música para fazer exigências extravagantes e, em alguns casos casos bizarras, antes, durante e depois de um show ou apresentação. Depois de revisar cláusulas contratuais que descrevem uma série de estipulações ou pedidos feitas por músicos ou bandas para definir como precisam que seus equipamentos sejam montados e arranjados, como querem que seus camarins sejam organizados e que tipos de comida e bebida necessitam – o fotógrafo Henry Hargreaves decidiu criar uma série fotográfica retratando os pedidos dos artistas – na grande maioria das vezes, bizarros.

O estilo das fotos tem uma explicação dada pelo fotógrafo: “Decidi focar nos pedidos mais peculiares e fotografá-los num estilo de natureza morta barroca flamenca, porque senti que havia uma conexão direta entre os temas nesses tipos de pinturas e os adendos: a ideia da passagem do tempo e da mortalidade final da carreira de um músico quando os holofotes inevitavelmente se apagam — ele tem apenas um curto espaço de tempo para fazer essas exigências e para que elas sejam atendidas.”
Veja algumas das fotos produzidas por Henry:

Frank Sinatra – Absolut Vodka, Jack Daniel’s, Chivas Regal, Courvoisier, gin Beefeater, vinho branco e vinho tinto – uma garrafa de cada. Mais 24 camarões refrigerados e pastilhas pra tosse.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

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15 discos nacionais lançados que você precisa ouvir!

Encontramos uma lista de 15 discos lançados no primeiro semestre que você precisa ouvir! Dá um look:

Vista pro Mar – SILVA 

Lançado em março, o segundo disco do capixaba SILVA trouxe de volta os teclados e melodias pop mostrados pelo músico na estreia, com Claridão. Vista pro Mar, por sua vez, apresenta-se mais expansivo e orgânico, com baixos pulsantes e os metais poderosos da banda Brasilidade Geral.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

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Sex: Steven Meisel e Madonna | Em pêlo


Você pode até não ser fã de Madonna, mas “Sex”, livro escrito pela superstar com fotos de Steven Meisel, um dos nomes mais importantes da fotografia entre a moda e celebridades, é uma das maiores influências do mundo pop.

Lançado em 1992, o livro traz uma série de imagens eróticas e simulações de sexo de todos os tipos, inclusive sadomasoquista e anal. Na época, a galera achou que a Madonna tinha ido longe demais com mas mesmo assim vendeu mais de 150.000 cópias no dia de lançamento.

É possível encontrar o livro na Amazon por preços que variam de $69 (R$154) a $225 (R$500) :O. Mas se você não quer desembolsar essa grana, aqui vai a mostra do que rola na relíquia:



































Fonte: IdeaFixa